O Flamengo foi eliminado da CONMEBOL Libertadores após empatar por 0 a 0 no Maracanã e perder nos pênaltis para o Estudiantes. Incapaz de resolver a classificação dentro das quatro linhas, a diretoria rubro-negra acionou o departamento jurídico para tentar reverter o resultado nos tribunais, alegando a escalação irregular do zagueiro Marcos Rojo, que atuou amparado por uma liminar do TAS. A manobra jurídica busca o placar de 3 a 0 por W.O., mas, para a Nação, a iniciativa é uma profunda desonra. O torcedor prefere arcar com o peso da derrota em campo a herdar uma vaga burocrática na final contra o Palmeiras.
Essa postura de bastidor reflete o modus operandi de uma gestão desprovida de sensibilidade esportiva e respeito aos seus próprios ídolos. Trata-se da mesma cúpula que demitiu Filipe Luís de forma abrupta, interrompendo um trabalho promissor por puro imediatismo. Hoje, consolidado no futebol europeu sob o comando do AS Monaco, o treinador deu uma demonstração de fidalguia e profissionalismo ao declarar que, apesar da postura da atual diretoria, seu amor pelo clube permanece intacto e ele voltaria a treinar o Flamengo no futuro.
Ao trocar o protagonismo esportivo pelo choro nos tribunais, a diretoria não busca justiça, mas um atalho para mascarar o próprio fracasso, ignorando a soberania do gramado e a dignidade da instituição. O Flamengo até está no seu direito de recorrer, mas situações de bastidores como essa lembram o imbróglio da Copa União, e é exatamente por isso que o título de 87 é sempre questionado.
