Foi muita liminar, muito recurso e muito advogado trabalhando hora extra para garantir a chave do Maracanã. A torcida fez a parte dela, esgotou os ingressos e preparou aquela festa de cinema. Mas quando o juiz apitou… aí a história foi outra. Depois de tanta briga contra o Fla-Flu para abrir os portões do estádio, o Vasco se mostrou melhor no jurídico do que em campo.
O roteiro foi daqueles de acabar com o humor na mesa do bar. O Boca Juniors, que não tem absolutamente nada a ver com a briga pela concessão do gramado, precisou de só três minutos para esfriar 70 mil pessoas com o gol do Di Lollo. A zaga bateu cabeça, o nervosismo tomou conta e o Merentiel fez o segundo ainda na etapa inicial. Parecia que a equipe tinha gastado toda a tática no tribunal e esquecido de levar para o vestiário.
Na volta do intervalo, o Puma Rodríguez ainda deu aquela sobrevida com um golaço de primeira. O estádio pegou fogo de novo, a esperança dos pênaltis bateu forte e o time foi para o abafa na base do coração. Só que, aos 43 do segundo tempo, veio o banho de água congelante: Paredes mandou de fora da área e o Leo Jardim simplesmente aceitou. Um frango grotesco, no pior momento possível.
No fim das contas, a turma da gravata ganhou de goleada na Justiça, mas a de chuteira entregou a paçoca. O Boca levou a vaga para a final e deixou para o cruzmaltino apenas a conta do aluguel e a ressaca da eliminação.
