Se existe um jogador que representa o “trabalho sujo” e eficiente no meio-campo do Flamengo, esse nome é Erick Pulgar. O volante chileno se consolidou como uma das principais engrenagens do time, garantindo a proteção da zaga e a saída de bola. Mas será que o Ninho do Urubu está prestes a se despedir do seu cão de guarda?
Nas últimas semanas, rumores sobre um possível interesse do AS Monaco (França) ganharam força. E o momento não é por acaso: a partir deste meio de ano (2026), a cláusula de rescisão do chileno, fixada em 6 milhões de dólares (cerca de R$ 34,8 milhões), passou a valer, atraindo o radar do mercado internacional.
O Fator Filipe Luís: De saída quase certa à renovação
Diferente do que alguns boatos sugerem, o técnico Filipe Luís não está “empurrando” Pulgar para fora. Muito pelo contrário. Em 2024, o volante estava insatisfeito e disposto a deixar o clube. A virada de chave aconteceu justamente com a efetivação de Filipe no comando técnico. O ex-companheiro de campo valorizou o atleta, fazendo com que o chileno redescobrisse seu conforto tático.
O clima com a atual diretoria também é de pura sintonia. O diretor José Boto conduziu as tratativas de forma célere, culminando na renovação do vínculo do camisa 5 até o final de 2027, um movimento comemorado pelo próprio atleta.
Ele faria falta?
Com certeza. Embora não seja o homem das manchetes, dos muitos gols ou das assistências mágicas (anotou apenas dois gols em suas quatro primeiras temporadas pelo clube), Pulgar entrega uma agressividade tática e uma combatividade que a equipe raramente encontra em outros atletas do elenco. Ele é o pilar defensivo que permite que o ataque rubro-negro jogue solto.
Se o Monaco realmente depositar os 6 milhões de dólares na mesa, a diretoria terá que decidir rapidamente como repor uma peça tão estrutural antes que a temporada afunile.
